Pesquisador da Poli tem artigo publicado no Jornal da USP que propõe reflexão sobre a regulamentação da Inteligência Artificial No dia 12 de junho, Enio Alterman Blay, doutorando pela Escola Politécnica (Poli) da USP, publicou um artigo no Jornal da USP, ‘’A caixa de Pandora da Inteligência Artificial’’. O que Ernio se propõe a fazer no artigo é levantar uma reflexão sobre as discussões em torno dos avanços da inteligência artificial, bem como possíveis regulamentações. “Verifiquei que foram elaborados princípios gerais para IA, e que os mesmos foram propostos em 2017 como resultado de uma convenção. Um grupo de pesquisadores de inteligência artificial se reuniu para discutir exatamente a legislação que ora nos falta. O trabalho conjunto de princípios publicados é curiosamente também assinado, inclusive, pelas duas maiores empresas que influenciam o mercado e a discussão presente: OpenAI e Deepmind”. Em seguida, o pesquisador lança os seguintes questionamentos: ‘’Assim, o que dizer de tais princípios? Empresas acreditam estar se guiando por eles? A sociedade já poderia se sentir confortável com o desenrolar dos fatos? Ou o que foi feito ficou bem aquém do que precisamos?’’. Leia o artigo completo.
Arquivo mensais:junho 2023
FAPESP lança nova chamada do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas com reformulação para aumentar engajamento entre cientistas e gestores públicos
A FAPESP, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, abriu recentemente uma nova chamada do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP), em que os interessados poderão submeter propostas até o dia 15 de julho. Iniciado em 1998, o programa de financiamento de pesquisa teve uma reformulação, que passou a ser vigente a partir de março deste ano, com o intuito de promover a solução de problemas com base em evidências científicas, e aplicação direta do conhecimento científico no aprimoramento das políticas e da gestão pública. Acesse o edital. O novo edital apoiará projetos com duração de 12 a 48 meses e com orçamento anual máximo de R$ 350 mil (bolsas solicitadas como item orçamentário não estão incluídas no valor total permitido por ano). De acordo com o edital, todas as fases do projeto de pesquisa – proposição, elaboração e execução – devem ser, necessariamente, resultado da interação colaborativa entre pesquisadores e gestores públicos, com possibilidade de participação de organizações da sociedade civil e do público-alvo das políticas públicas envolvidas. No modelo proposto, pretende-se ampliar o interesse e a participação de gestores públicos e comunidade científica para pesquisas com Políticas Públicas, aumentar a adoção de resultados de pesquisa na rotina da gestão pública em amplo espectro de entidades públicas e monitorar o Programa e seus Projetos de forma contínua visando solução de problemas e aprimoramento. Sobretudo, incentivar as oportunidades de engajamento entre cientistas, gestores públicos e sociedade.
Cursinho popular da FEA-USP abre processo seletivo para tutores
Cursinho popular da FEA-USP abre processo seletivo para tutores A Coordenação de Tutoria do Cursinho da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da (FEA) da USP está recrutando novos tutores para os alunos. Um tutor é responsável por auxiliar algum estudante durante seu trajeto como vestibulando, seja dando dicas para as provas e ajudando na organização de cronogramas, ou como um amparo emocional na fase dos vestibulares. Toda comunidade universitária da capital de São Paulo está convidada a participar da seleção, que consistirá em duas fases. Os interessados podem realizar inscrição por formulário. O Cursinho FEA-USP é um cursinho popular sem mensalidades criado e coordenado por estudantes. O objetivo é promover a democratização do acesso ao ensino superior, oferecendo acesso às ferramentas de preparo pré-vestibular e um programa de desenvolvimento para cerca de 480 estudantes de baixa renda por ano.
Professor da Poli-USP fala sobre projeto da Prefeitura de São Paulo de oferecer opção de transporte hidroviário
Professor da Poli-USP fala sobre projeto da Prefeitura de São Paulo de oferecer opção de transporte hidroviário Em matéria do Jornal da USP, do dia 6 de junho, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, João Ferreira Netto, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica, foi convidado a falar sobre o Projeto da Prefeitura de São Paulo que visa oferecer uma opção de transporte hidroviário entre as regiões de Cocaia e Pedreira por meio de um ônibus aquático, que operaria na Represa Billings. Segundo o docente, o uso do ônibus hidroviário prevê menor tempo gasto e maior economia. Outra questão levantada é a preocupação ambiental, bem como as possíveis limitações do projeto. “Pode ter um retorno muito bom para a cidade o uso do modal hidroviário. A gente sabe que se trata de um modal mais sustentável, de menor custo, um modal que, por ter economia de escala e conseguir permitir o transporte de mais cargas, ou no caso, mais passageiros em uma única viagem, você consegue ter um custo reduzido para essa viagem”, comenta o professor. Leia a matéria completa. Reprodução/ Notícias da Região
Pesquisadores na Poli-USP lançam biblioteca em Python sobre Mapas Auto-Organizáveis
Pesquisadores da Poli-USP lançam biblioteca em Python sobre Mapas Auto-Organizáveis A Biblioteca, um conjunto de ferramentas que possibilita o processamento de dados complexos e sua visualização em mapas interpretáveis, será disponibilizada para a comunidade científica e tecnológica. A apresentação e a discussão sobre o potencial da Biblioteca serão realizadas em evento na Poli-USP no dia 28 de junho, por ocasião do Dia do Orgulho LGBTQIAP+ No dia 28 de junho, às 13h, a Escola Politécnica (Poli) da USP realizará o lançamento da Biblioteca de Mapas Auto-Organizáveis IntraSOM, uma plataforma desenvolvida por pesquisadores da Escola para ser amplamente utilizada por cientistas no processamento de dados complexos, com diversas variáveis. Os recursos da Biblioteca podem ser utilizados na construção de mapas que preservam características topológicas, o que possibilita aos cientistas, das mais diversas áreas, compreender melhor variáveis e fenômenos, bem como executar tarefas comuns à ciência de dados. O evento será híbrido, realizado presencialmente no Auditório Prof. Francisco Romeu Landi, e transmitido pelo canal da Poli no Youtube. As inscrições podem ser feitas no link.Além de apresentar os recursos da Biblioteca, o encontro promovido na Poli pretende difundir os sistemas de auto-organização de dados entre a comunidade científica. A técnica Mapas Auto-Organizáveis, também conhecida pela sigla ‘SOM’, do inglês Self-Organizing Maps, consiste em uma ferramenta poderosa de aprendizado de máquina para decifrar dados complexos, e sua utilização independente do tema estudado. “Os recursos de auto-organização mais desenvolvidos ficavam muito restritos a nichos de programação em linguagens pouco acessíveis. A implementação de uma biblioteca robusta de SOM em Python, atualmente uma das linguagens de programação mais acessíveis, traz a possibilidade de difundir sobremaneira as aplicações dos Mapas Auto-Organizáveis”, reforça Cleyton, que acredita que uma biblioteca acessível trará a contribuição de disseminar a técnica SOM em diversas outras áreas da ciência e tecnologia, “esta técnica fantástica, ainda que seja razoavelmente utilizada no meio científico, tem um grande potencial de expansão e aplicação na indústria ou mesmo agências administrativas e governamentais”.Os idealizadores da Biblioteca, o professor da Poli, Cleyton de Carvalho Carneiro, e o doutorando Rodrigo César Teixeira de Gouvêa, juntamente com os colaboradores, professor Rafael dos Santos Gioria e o mestrando Gustavo Rodovalho Marques, vêem grande potencial em sua utilização. De pesquisadores que estão iniciando sua jornada acadêmica em uma iniciação científica, até docentes e pós-doutorandos da universidade, a ferramenta foi concebida para possibilitar diversas aplicações. “A técnica SOM é bastante difundida entre os usuários de aprendizado de máquina não-supervisionado, e pode ser utilizada em ampla variedade de aplicações, dos mais diversos ramos científicos e tecnológicos”, detalham Cleyton e Rodrigo.Por que Python? – Os pesquisadores escolheram a linguagem de programação pelo potencial da ferramenta para ampliar as colaborações entre cientistas em diversas áreas, além de já possuir um grande número de usuários. “Quando comecei a estudar SOM, em 2009, ainda no meu doutorado, aprendi esta técnica e usávamos um aplicativo comercial e fechado. Mesmo os poucos aplicativos comerciais tinham limitações, e não conseguiríamos conectar com o universo de bibliotecas que o Python traz. Então trouxemos as nossas demandas para o Python, e desenvolvemos a Biblioteca IntraSOM com o trabalho do Rodrigo. As Bibliotecas consolidadas trazem utilidades enormes em múltiplas ciências”, defende Cleyton.Uma Biblioteca aberta – Uma das premissas do projeto é que o recurso fique aberto dentro do GitHub, uma plataforma de hospedagem de códigos-fonte, para difundir a ciência. “Acreditamos que isso será útil não só para nós, mas para outras finalidades científicas e tecnológicas. Deixamos o módulo principal aberto, o que não nos impede de desenvolvermos módulos específicos, fechados porém acopláveis aos módulos abertos, para a necessidade de uma organização, indústria ou pesquisa”.Rodrigo ressalta o diferencial da IntraSOM com relação a outras bibliotecas, em relação à divulgação e extensão. “Dificilmente as Bibliotecas têm uma documentação, como fizemos, com exemplos e ensinando como fazer. Fizemos questão de apresentar códigos comentados, com aplicações exemplificadas, pois a ideia é disponibilizar para incentivar as pessoas a começarem a usar o aprendizado de máquina e os mapas auto-organizáveis”. Legenda foto: “O IntraSOM tem um pacote inicial, que são módulos abertos que foram desenvolvidos de forma totalmente independente em nossa pesquisa, e no doutorado em andamento do pesquisador Rodrigo César Teixeira de Gouvêa, que ficarão abertas no GitHUB do grupo de pesquisa InTRA”, explica o professor Cleyton de Carvalho Carneiro. A Biblioteca tem funções que são muito mais desenvolvidas e que permitem fazer uma série de possibilidades de processamentos de dados, e otimização do tempo deste tratamento dos dados. “Trazem uma documentação e recursos que são de excelência com relação a outras Bibliotecas já implementadas em Python”, explica Cleyton. Os mapas auto-organizáveis são variações de redes neurais artificiais que partiram da premissa de organização topológica da propulsão a partir de estímulos da neurofisiologia, e por isso preservam a topologia da informação. “Quando observamos uma imagem neurológica, obtida por ressonância magnética ou tomografia computadorizada, a ativação de diferentes regiões de excitação no nosso cérebro acontece de maneira topológica, ou seja, se eu estou lembrando de algo, eu ativo uma região específica do cérebro, quando executo um determinado movimento, ativo outra região. Isso quer dizer que a informação se organiza de forma topológica no cérebro. Quando uma pessoa tem um acidente vascular cerebral, pode inativar uma região cerebral específica que afeta a parte motora, por exemplo. A técnica SOM se diferencia dos demais algoritmos de aprendizado de máquina por organizar a informação preservando as relações topológicas, tal como ocorre nas redes neurais naturais. Essas relações são sintetizadas na forma de mapas”. Rodrigo detalha que a Biblioteca é construída na chamada programação orientada a objetos , e por isso é possível separar os recursos de forma modular com a expansão das aplicações. “Isso é interessante pois conseguimos separar módulos principais de treinamento e visualização dos mapas auto-organizados, além das implementações mais utilizadas. O formato em módulos permite incorporar no algoritmo todas as outras aplicações e modificações frutos dos desenvolvimentos em projetos de pesquisa, cooperação com empresas, ou parcerias com instituições diversas que fazemos. Entre esses desenvolvimentos estão a aceleração do treinamento por bootstrap, o treinamento semi-supervisionado, estudos de representatividade amostral, além de um módulo inteiro dedicado a agrupamentos dos mapas treinados. Isso mostra que o IntraSOM é uma biblioteca robusta e um bom framework para a expansão da pesquisa e aplicação de auto-organização como solução para problemas multivariados”. Uma grande contribuição no Dia do Orgulho – Os cientistas Cleyton e Rodrigo, cujos olhos e palavras transbordam satisfação pelo seu projeto, a Biblioteca IntraSOM, aproveitam a data do Dia do Orgulho LGBTQIAP+ para entregar sua contribuição para a comunidade científica. Tendo crescido sem referências de cientistas que pertencem à comunidade LGBTQIAP+, optaram por ressaltar, nesta data, sua presença como pessoas que podem ser vistas, que se posicionam em todos os aspectos de suas identidades. “Sentimos uma falta de referência muito grande, e isso pode fazer com que pessoas brilhantes desistam de abraçar a carreira acadêmica, por não entender que ali é o seu lugar. Nos posicionarmos neste momento é criar referências, e difundir a possibilidade de que as pessoas possam ocupar estes espaços”, reforça Rodrigo. “Entendemos que este é um momento de visibilidade, e tendo em vista o resultado do questionário desenvolvido pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento, cujos dados apontam para 39% dos alunos de graduação da USP LGBTQIAP+, é importante ressaltar que estamos aqui, e que estamos desenvolvendo ciência. Ter uma representatividade é necessário, não podemos nos omitir”, conclui o docente Cleyton. O Evento conta com o apoio da Comissão de Inclusão e Pertencimento da Poli-USP e do Poli Pride, Coletivo de diversidade sexual e de gênero da Escola Politécnica da USP. ServiçoApós o lançamento oficial, a Biblioteca IntraSOM poderá ser acessada livremente para fins não comerciais ou lucrativos, na página do GitHub do Grupo de Pesquisa InTRA: InTRA – Integrated Technology for Rock and Fluid Analysis (github.com)“Lançamento da Biblioteca IntraSOM e Dia do orgulho na Poli”Data e horário: 28 de junho, às 13h.Local: O evento será híbrido, realizado presencialmente no Auditório Prof. Francisco Romeu Landi, e transmitido pelo canal da Poli no Youtube. Inscrições: As inscrições podem ser feitas no link.
Professora e ex-diretora da Poli-USP fala ao Jornal USP sobre o Prêmio Abertis de Pesquisa em Mobilidade Sustentável
Professora e ex-diretora da Poli-USP fala ao Jornal USP sobre o Prêmio Abertis de Pesquisa em Mobilidade Sustentável 15/06/2023 A professora Liedi Legi Bernucci, ex-diretora da Escola Politécnica (Poli) da USP, foi convidada a falar no Jornal da USP sobre a importância da participação das universidades na busca por sustentabilidade nos meios de transporte. A Cátedra Abertis, da qual Liedi é coordenadora, pensando nisto, realizará a 8ª edição da premiação que reconhece pesquisas sobre gestão de infraestrutura de transportes e segurança viária. Os interessados ainda podem se inscrever, até o dia 16 de junho. A professora esclarece que a mobilidade sustentável abrange áreas diversas, como a redução do consumo de materiais naturais, o aumento da reciclagem e melhor utilização das rodovias. “A ideia é que todos os programas de mestrado e doutorado possam participar dessa premiação e, para nós, é uma satisfação ver a qualidade dos trabalhos”, finaliza. A Cátedra Abertis é uma parceria entre a Escola Politécnica, a Fundação Abertis e a empresa Arteris. Saiba mais sobre o Prêmio Cátedra Abertis. Confira a repercussão: Mobilidade Estadão – Prêmio Cátedra Abertis 2023 está com inscrições abertas até o dia 16 AnteriorAnteriorProfessor da Poli explica sobre neurônios artificiais da Inteligência Artificial ao Jornal da USP Acompanhe a Poli nas redes sociais! Facebook Twitter Youtube Instagram Flickr Linkedin
Conheça a trajetória do engenheiro de minas da Poli que estudou explosivos na Itália e ganhou um prêmio com seu TCC
Conheça a trajetória do engenheiro de minas da Poli que estudou explosivos na Itália e ganhou um prêmio com seu TCC George Emiliano analisou a eficiência de explosivos civis empregados no desmonte mineral, e seu trabalho de conclusão de curso, defendido em 2019, ganhou o Prêmio Metso Outotec Brasil 12/06/2023 Em 2014, George Emiliano fez a prova da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), visando entrar na Escola Politécnica. Quando viu o resultado do exame, havia sido aprovado para sua terceira opção de curso: Engenharia de Minas. Contente por ter ingressado na USP, George iniciou sua carreira acadêmica no Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo (PMI), e rapidamente se apaixonou pela faculdade. “É um curso bastante humano. O extraordinário corpo docente da engenharia de minas conhece os estudantes por nome. Quando o estudante precisa ser ouvido, conversar com o professor, não só estão super abertos, mas como também são muito próximos, quando o estudante encontra essa ponte”, afirma o politécnico. Além disso, George participou por dois anos da Poli Júnior, empresa júnior da Escola Politécnica e foi representante de classe da sua turma de Engenharia de Minas (Fuvest 2014). Em 2017, resolveu fazer um intercâmbio para Portugal, por meio do Programa de Duplo-Diploma oferecido na Poli, no Instituto Superior Técnico (IST), em Lisboa. Em setembro do mesmo ano, Emiliano chegou ao país lusitano e iniciou seus estudos. Uma das inspirações que o levou a escolher Portugal como o destino de seu intercâmbio e, mais especificamente, o IST, foi António Guterres. O português, atualmente secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cursou engenharia na mesma faculdade. “É uma escola fantástica. É uma das poucas escolas que ainda tem um curso propriamente dito de Engenharia de Minas”. Ele diz que o bom custo-benefício da estadia em Portugal e a qualidade de ensino do IST, reconhecida na Europa, também foram fatores atrativos. Emiliano ainda elogia a grade curricular do programa. Com duração de dois anos, o mestrado europeu é dividido em semestres, sendo o último destinado à tese. Com vontade de viver novas experiências e visitar mais lugares da Europa, George queria, neste último período do programa, escrever seu TCC em outro país. Então, o professor Pedro Alexandre Marques Bernardo, do IST, futuro orientador de George, entrou em contato com a professora Marilena Cardu, da Politecnico di Torino, em Turim, na Itália, que estava à procura de alguém para escrever uma tese sobre eficiência de explosivos. Emiliano contatou a docente, que o convidou para participar do projeto. Assim, em 2019, o politécnico pleiteou uma bolsa de estudos Erasmus+ e viajou para Turim, onde residiu por um semestre. “Foi uma das melhores experiências da vida”, afirma o engenheiro. George conta que, inicialmente, a tese era uma parceria entre a Universidad Adolfo Ibáñez, no Chile, e a Politecnico di Torino, com o objetivo de construir uma mina de testes no país sul-americano. Contudo, o projeto estava atrasado e a bolsa de estudos que Emiliano possuía durava apenas 6 meses, o que o impedia de estender seu intercâmbio e esperar as obras para a pesquisa acabarem. George e seus orientadores desenvolveram então um novo projeto, dentro da mesma temática, mas fora do abstrato inicial. A Professora Marilena Cardu deu a linha principal de pesquisa: “Análise do Poder Disruptivo de Explosivos Comerciais” (“Analysis of Disruptive Power of Commercial Explosives”). Para o desenvolvimento da tese, Emiliano analisava e comparava alguns dos explosivos mais utilizados dentro da Itália para o desmonte de calcário. O politécnico relata que seu TCC foi um trabalho de lavra. A lavra, segundo o código brasileiro de mineração, pode ser definida como o conjunto de operações que possuem o objetivo de aproveitar industrialmente uma jazida. Dessa forma, a lavra mineral vai desde a extração até os processos utilizados para realizar o beneficiamento do minério. George também realizou alguns ensaios com explosivos comerciais italianos para um desmonte real em uma mina na região da Lombardia (bem próximo da fronteira com a Suíça). Os dados coletados no campo não foram suficientes, por isso o engenheiro teve que analisar um banco de dados italiano de outros desmontes do mesmo material. O objetivo do projeto era desenvolver uma nova maneira de interpretar a eficiência dos explosivos civis empregados no desmonte mineral. Essa nova interpretação, pela tradução livre ao português, é entendida como o poder disruptivo. “O poder disruptivo é uma ideia que a gente queria trazer dentro da nossa tese que juntasse a eficiência operacional com a menor quantidade de explosivos. Então, quanto maior o poder disruptivo do explosivo, melhor é o resultado dele”, explica o politécnico. A pesquisa de George prova a importância de conhecer o explosivo mais adequado para cada mina. Cada mineral tem uma dureza diferente, um comportamento físico diferente, de forma que, quanto mais rígida a matéria, maior terá que ser a energia do explosivo. Como esse tipo de material é caro, descobrir qual explosivo tem maior eficiência sobre cada mina, ou seja, o maior poder disruptivo, é essencial para o controle de gastos no setor. Ao concluir o trabalho, George participou de uma competição da melhor tese (nome dado aos trabalhos como este em Portugal, diferentemente do Brasil, em que as teses se referem a trabalhos de Doutorado) de Engenharia de Minas em explosivos, realizada pela Associação Portuguesa de Estudos em Engenharia de Explosivos (AP3E), e ganhou o primeiro lugar de Portugal. A tese foi também o trabalho de conclusão de curso de George pela Poli. Além disso, o trabalho rendeu ainda mais uma conquista para Emiliano: o Prêmio Metso Outotec Brasil de 2019, que é a premiação dos melhores TCCs do curso de Engenharia de Minas do PMI da USP. “Acho que consegui colher frutos muito positivos, passados os anos”, diz George. AnteriorAnteriorProfessor da Poli é condecorado pelo governo japonês por estreitar relações entre Japão e Brasil Acompanhe a Poli nas redes sociais! Facebook Twitter Youtube Instagram Flickr Linkedin
Professor da Poli é condecorado pelo governo japonês por estreitar relações entre Japão e Brasil
Professor da Poli é condecorado pelo governo japonês por estreitar relações entre Japão e Brasil Amanda Rabelo Luana Takahashi junho 12, 2023 3:10 pm Conheça a trajetória de professor da Poli que foi pioneiro no estabelecimento de convênios acadêmicos entre universidades dos dois países, formando professores e alunos, além de promover o intercâmbio de tecnologias de ponta do país oriental O professor sênior da Escola Politécnica (Poli) da USP, Toshi-ichi Tachibana, recebeu o Grau de Condecoração da Ordem do Sol Nascente, Raios de Ouro com Roseta, no dia 25 de abril de 2023. A Ordem do Sol Nascente é uma condecoração japonesa estabelecida em 1875 pelo Imperador Meiji. É entregue em nome do Imperador a civis e militares, japoneses e estrangeiros, que prestaram “longos e meritórios serviços ao país”, explica o professor da Poli e ex-aluno e orientando de Tachibana, Alexandre Kawano. Tachibana, docente aposentado do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Poli, liderou parcerias com universidades japonesas que viabilizaram o intercâmbio de pós-graduação de diversos pesquisadores brasileiros, muitos deles que atuam hoje como docentes. Além disso, impulsionou a relação entre os países, o que trouxe desenvolvimento social e econômico para o Brasil. “Parti com a cara e a coragem, enfrentando todos os tipos de problemas, em um país de costumes e tradições bastantes diversos do Brasil’’– Tachibana, Toshi-ichi Tendo se formado em Engenharia Naval e Oceânica pela Poli e já trabalhando no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da USP, Tachibana decidiu fazer seu mestrado, em 1974, na Yokohama National University (YNU). Sem bolsa acadêmica, investiu seus recursos em uma pós-graduação no país do outro lado do mundo, com o objetivo de promover o intercâmbio de conhecimentos entre a engenharia naval brasileira e a japonesa. Com isso, ele fomentou também o intercâmbio de outros pesquisadores, em seguida. “Parti com a cara e a coragem, enfrentando todos os tipos de problemas, em um país de costumes e tradições bastantes diversos do Brasil’’ Como pesquisador, percebeu que a engenharia naval brasileira se baseava, principalmente, no conhecimento desenvolvido nos Estados Unidos, e entendeu que o Japão poderia ser uma nova e importante opção, com avançadas tecnologias, que trariam importantes contribuições. ‘’Precisava ter influência de outros países, para ter o melhor de cada cultura”. Quando retornou ao Brasil após seu mestrado, iniciou as tramitações em conjunto com a diretoria da Poli e da reitoria da Universidade para o estabelecimento de uma parceria bem sucedida que perdura até hoje. “Uma das grandes contribuições deixadas à sociedade acadêmica brasileira pelo Governo japonês é o fato de termos cerca de 10 a 15 alunos que se doutoraram em universidades japonesas’’, conta. No mesmo ano de seu retorno, prestou concurso para docente na Escola Politécnica, onde atuou até sua aposentadoria, instituição em que dois de seus três filhos também se formaram. Durante seu tempo de contribuição no IPT, atuou no desenvolvimento da navegação na Amazônia – como na concepção de lanchas escolares para aumentar a segurança de crianças que eram transportadas em canoas – e no sistema de Rio Tietê-Paraná. Tachibana relata que, no início da navegação do Rio Araguaia-Tocantins, chegou a ser preso com membros de sua equipe, “porque os moradores diziam que as barcaças e outras embarcações atropelavam e matavam os peixes. Este é um fato curioso e engraçado”, relembra.No Instituto, atuou no desenvolvimento do Laboratório de Hidrodinâmica. “Tendo como equipamento principal o tanque de provas, foi desenvolvida a instrumentação para que pudéssemos analisar os dados dos ensaios diretamente pelo computador, assim facilitando-se o manejo dos dados, mais preciso e rápido. Esta foi uma das principais influências da academia japonesa”, destaca o docente. Além disso, junto à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), o professor participou de diversos projetos para que o Brasil se consolidasse ainda mais como um dos parceiros globais estratégicos do Japão. Tachibana foi um dos fundadores da Associação dos Ex-Bolsistas da JICA (ABJICA) de São Paulo, sociedade civil, sem fins lucrativos, políticos ou religiosos, e foi também presidente da Organização por mais de 10 anos.
Os pesquisadores da Poli desenvolvem tecnologia para a indústria brasileira
Os pesquisadores da Poli desenvolvem tecnologia para a indústria brasileira A atuação da Escola Politécnica da USP está para além do meio acadêmico. A Poli estabelece contato com a sociedade como um todo e, sobretudo, com a indústria. A hidrelétrica Itaipu, o metrô de São Paulo e a exploração de petróleo na camada do pré-sal são alguns exemplos das transformações em que a Poli esteve à frente. Na Escola, está um dos simuladores de operações marítimas mais avançados do mundo (TPN-USP), desenvolve-se uma nova barra de aço com menor emissão de carbono, além de estabelecer diversos convênios com empresas do ramo da indústria. A Poli é referência em criar tecnologias e aplicações fundamentais para a economia e a sociedade. Confira os mais recentes convênios firmado com a indústria: Poli-USP e Copa Energia inauguram Espaço de Energias Renováveis no prédio de Engenharia Química 05/06/2023 Nenhum comentário Iniciativa já apresenta resultados preliminares, como parâmetros de processo – rendimentos, consumos de matéria-prima e Leia mais » Poli-USP estabelece convênio com a empresa Emicol para desenvolvimento de tecnologias e materiais 16/05/2023 Nenhum comentário Poli-USP estabelece convênio com a empresa Emicol para desenvolvimento de tecnologias e materiais No dia Leia mais »
Professor da Poli explica sobre neurônios artificiais da Inteligência Artificial ao Jornal da USP
No dia 2 de junho, a matéria de Guilherme Castro Sousa no Jornal da USP, ‘’Estudo internacional revela como neurônios artificiais simulam habilidades cerebrais complexas’’, entrevistou o professor Fábio Cozman, do Departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica (Poli) da USP. O professor esclarece a ideia de ‘’neurônios artificiais’’, que surgiu de pesquisa internacional sobre o desenvolvimento de dispositivos que impulsionam o avanço das inteligências artificiais.Na pesquisa publicada na revista Nature Technology, os cientistas apresentaram dispositivos físicos que permitem a coexistência simultânea de caminhos de entrada e saída de informações em uma rede neural. A tecnologia pode representar um avanço significativo no desenvolvimento de inteligências artificiais, abrindo caminho para a construção de máquinas mais rápidas e eficientes. O professor Cozman inicia explicando que os sistemas neurais das IAs são compostos de neurônios artificiais, unidades de processamento que realizam computações simples e geralmente são criadas em software. Confira a matéria completa. Confira a repercussão: Hojemais – https://www.hojemais.com.br/maringa/noticia/ciencia-e-tecnologia/estudo-internacional-revela-como-neuronios-artificiais-simulam-habilidades-cerebrais-complexas