Nova Reitoria da USP Após pioneirismo como primeira diretora da Escola Politécnica da USP, Liedi Bernucci assume vice-reitoria da Universidade Na última sexta-feira, dia 23 de janeiro, tomaram posse como reitor e vice-reitora da Universidade de São Paulo os professores Aluísio Augusto Cotrim Segurado e Liedi Légi Bariani Bernucci, em uma sessão solene do Conselho Universitário realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo. O Auditório Ulysses Guimarães lotado reuniu autoridades governamentais, dirigentes e membros da comunidade universitária, entre eles os integrantes da Congregação da Escola Politécnica (Poli), amplamente representada.Quem são os novos dirigentes da Universidade de São Paulo Aluisio Augusto Cotrim Segurado, 68 anos, formou-se na Faculdade de Medicina (FM) da USP em 1980, onde também obteve os títulos de Mestre (1991), Doutor (1994) e Livre-Docente (2001) em Doenças Infecciosas e Parasitárias. É professor titular da FM desde 2012, com trajetória científica fortemente marcada pela pesquisa em doenças infecciosas e determinantes sociais da saúde. Teve atuação expressiva no enfrentamento da epidemia de HIV no Brasil, conciliando assistência, pesquisa e formação de profissionais. Na gestão universitária, Segurado exerceu as funções de chefia de departamento, presidência da Comissão de Pós-Graduação e presidência da Comissão de Relações Internacionais da FM. Já na administração central, foi vice-reitor executivo de Relações Internacionais (2013-2014) e implementou e coordenou o Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (2018-2022). Foi, também, diretor do Instituto Central do Hospital das Clínicas (HC) durante a pandemia da covid-19, conduzindo respostas institucionais em um dos períodos mais complexos da saúde pública recente. Antes de assumir o cargo de reitor, Segurado era o pró-reitor de Graduação da Universidade. Liedi Légi Bariani Bernucci, 67 anos, é engenheira formada (1981) pela Escola Politécnica (Poli), onde concluiu mestrado (1985) e doutorado (1995) após estágio na ETH Zurich, instituição de referência internacional nas áreas de ciência, tecnologia e engenharia. Desde 1986 integra o corpo docente da Poli, tornando-se professora titular em 2006, com trajetória acadêmica dedicada às áreas de pavimentação, solos tropicais, infraestrutura de transportes e inovação tecnológica. Coordenou o Laboratório de Tecnologia de Pavimentação e contribuiu para a criação de um dos mais completos laboratórios de pesquisas ferroviárias do País, formando dezenas de mestres, doutores e pós-doutores. Sua experiência em cargos de gestão inclui a chefia do Departamento de Engenharia de Transportes (2007-2014), a Vice-Diretoria (2014-2018) e a Diretoria da Poli, sendo a primeira mulher a assumir o cargo de diretora na escola, em 2018. Foi, ainda, diretora-presidente do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) do Estado de São Paulo (2022-2024) e integra conselhos científicos nacionais e internacionais, além da Academia Nacional de Engenharia e da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (Aciesp). Acesse aqui a página de Liedi Bernucci na Galeria dos Diretores da Poli. Os novos reitor e vice-reitora da USP terão mandato de quatro anos. Esta será a 30ª gestão reitoral na história da Universidade, fundada em 1934. Em seu discurso, o novo reitor destacou que “a gestão que se inicia será guiada por um programa construído coletivamente por integrantes da comunidade docente, discente e de servidores técnico-administrativos, em sintonia com nossa missão institucional e com os valores que compartilhamos, com visão de futuro e coerência diante dos desafios do presente”. “Propomo-nos, professora Liedi e eu, enfrentar com determinação os novos desafios que se apresentam. Identificamos como prioridades garantir e consolidar a autonomia universitária, fortalecer a convivência democrática e incorporar, de forma crítica e responsável, as tecnologias digitais disruptivas de inteligência artificial às atividades acadêmicas e de gestão”, afirmou Segurado. Segundo ele, a gestão terá quatro eixos norteadores: a valorização e reconhecimento das pessoas que compõem a comunidade uspiana; a garantia da excelência acadêmica no exercício de nossas atividades-fim – ensino, pesquisa, inovação, cultura e extensão universitária–; o fortalecimento da relação USP-sociedade e sua contribuição efetiva para a melhoria da qualidade de vida das pessoas; e a otimização de processos de gestão acadêmica e administrativa. “Este é o momento de convidar todas e todos, docentes, discentes, servidores e servidores técnico-administrativos da USP para que possamos, coletivamente, avançar na construção da Universidade que queremos e, com compromisso público e responsabilidade social, atender aos anseios da sociedade paulista e brasileira na construção de um futuro melhor. Como lembra Maia Couto: ‘O que faz a vida é o sonho. Enquanto a gente sonhar, a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro’”, concluiu Segurado (acesse aqui a íntegra do discurso). Sobre a solenidade de posse – A cerimônia teve início com a entrada dos membros do Conselho Universitário e das Congregações da Poli e da Faculdade de Medicina (FM). A sessão solene teve os trabalhos abertos pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) apresentou o Hino Nacional Brasileiro. Em seguida, Segurado e Liedi leram os termos de compromisso e assinaram os termos de posse, acompanhados pela secretária-geral da Universidade, Marina Gallottini. Conforme estabelece o protocolo do cerimonial acadêmico, a etapa seguinte da sessão solene foi a transmissão das vestes talares – capelo, borla e samarra –, do colar reitoral e do bastão reitoral.A diretora da Faculdade de Medicina (FM), Eloísa Silva Dutra de Oliveira Bonfá, foi a responsável pela saudação aos novos dirigentes em nome do Conselho Universitário. Em suas palavras, Bonfá ressaltou que, muito além de um rito administrativo, a solenidade reafirma “o compromisso histórico da Universidade de São Paulo com a excelência acadêmica, a democracia, a autonomia universitária e o futuro do País”. Ela também agradeceu a atuação dos professores Carlos Gilberto Carlotti Junior, reitor, e da professora Maria Arminda do Nascimento Arruda, vice-reitora, na gestão que se encerrava, pelo trabalho consistente e visionário realizado. “É impossível projetar o futuro sem antes prestar o devido reconhecimento ao professor Carlotti e à professora Maria Arminda”.Eloísa Bonfá destacou a trajetória dos novos reitor e vice-reitora. “O professor Aluísio traz uma trajetória de dedicação integral à universidade. Médico de reconhecida atuação acadêmica, foi um dos coordenadores do comitê de crise COVID durante a pandemia e acumulou experiência estratégica como pró-reitor de graduação. Ao seu lado, a professora Liedi, gestora experiente, inovadora, primeira mulher a dirigir a Escola Politécnica, agrega visão sistêmica, rigor técnico e capacidade de condução institucional”. Ela também mencionou que a combinação entre “saúde e engenharia, ciência e gestão pública expressa bem a agenda de integração e modernização assumida pela nova reitoria”. Por fim, enfatizou que o debate sobre o financiamento e a autonomia institucional permanece central.O secretário de estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, também politécnico, agradeceu aos professores Carlotti e Maria Arminda pela gestão que ali concluíam. “Assumir um cargo da universidade é aceitar uma carga extra de trabalho em benefício da comunidade”. Vahan, que foi reitor da Universidade de 2018 a 2022, contou que a USP começou como universidade de pesquisa multidisciplinar e internacional, e é uma iniciativa que até hoje é apoiada pelo Estado. Ele então citou o investimento de 7% do orçamento do Estado em ensino superior, ciência, tecnologia e inovação. Vahan finalizou destacando a competência dos novos gestores, e desejando sucesso à Universidade de São Paulo. “Sucesso ao nosso estado que investe, acredita [na Ciência], temos um governador ciente, que defende. Tomara que tudo isso reflita num País melhor e que os nossos filhos – no meu caso até netas – tenham um futuro melhor, de um país embasado em ciência, tecnologia e inovação. Viva a USP, viva São Paulo, viva o Brasil”.O novo reitor, professor Aluísio Segurado realizou o seu discurso, que foi seguido pelas palavras do Governador, Tarcísio de Freitas. Ele citou diversos projetos realizados pela Universidade em parceria com o estado, como o Provão Paulista, a estação experimental de hidrogênio verde e o apoio aos Hospitais das Clínicas, da capital e de Ribeirão Preto. “A Universidade de São Paulo contraria aqueles que insistem em ser pessimistas no nosso País. Existem vários nichos de excelência no Brasil e a USP é um desses nichos que prosperaram. Somos orgulhosos dessa grande universidade, desse grande patrimônio. Somos orgulhosos do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação que foi criado no Estado de São Paulo”, ressaltou.O governador também fez questão de elogiar o legado deixado pela gestão do reitor Carlotti e ressaltou as diversas parcerias realizadas nos últimos anos entre a Universidade e o governo estadual, “Se as nossas universidades hoje brilham, se elas prosperam, é porque nós temos a garantia de financiamento. Obviamente, isso não pode mudar e não será a reforma tributária que vai fazer com que isso mude. Nós vamos construir, juntos, um mecanismo para manter o repasse de recursos destinados à pesquisa e às universidades, de forma a garantir a previsibilidade de financiamento e a capacidade de planejamento dos reitores”, afirmou Freitas ao mencionar a Reforma Tributária que alterará a forma de financiamento do Estado.A transmissão completa do evento pode ser conferida no link abaixo.
TechTudo | Professor da Escola Politécnica explica vida útil de eletrodomésticos
[Imagem: Pixnio] Data: 15/01/2026 Link:https://www.techtudo.com.br/guia/2026/01/por-que-alguns-eletrodomesticos-estragam-mais-rapido-do-que-outros-lb.ghtml Docente citado: Marcelo Knörich Zuffo, professor do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da Escola Politécnica (Poli) da USP. Problemas ocasionados com os variados eletrodomésticos geram dúvida na população sobre uma possível redução proposital da vida útil dos produtos. A obsolescência programada ganha palco e levanta debates que envolvem a indústria, o consumidor e a legislação. Marcelo Knörich Zuffo, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, analisa as causas para esse desgaste: “Do ponto de vista da engenharia, todo produto é projetado com uma expectativa de vida útil, seja ele tecnológico ou não — como roupas, sapatos ou escovas de dentes. No caso de eletrodomésticos e equipamentos tecnológicos, soma-se a isso o ritmo acelerado da evolução tecnológica. Esses produtos são compostos por plástico, metal, baterias e componentes eletrônicos, e seu desenvolvimento envolve uma série de compromissos entre custo, desempenho, eficiência energética, peso, materiais e perfil de uso. Um usuário intensivo de tecnologia, como eu, acaba reduzindo a vida útil dos equipamentos simplesmente pela frequência de uso, como ligar e desligar aparelhos ou abrir e fechar telas repetidamente”. O docente ainda comentou que os consumidores tendem a perceber essa redução da vida útil com as falhas do produto. A situação piora quando o fabricante dificulta o conserto, com ausência de peças ou assistência por meses ou anos. Para ele, a implementação de medidas regulatórias que ampliem o direito ao reparo podem minimizar a percepção de obsolescência programada. “Para aumentar a vida útil dos aparelhos, o consumidor deve tomar cuidados simples: evitar calor, poeira e umidade, não usar produtos abrasivos, proteger telas e superfícies e usar os equipamentos com bom senso. Mesmo assim, produtos modernos costumam durar menos que os antigos, o que evidencia alguma forma de obsolescência”, esclarece Zuffo.
Estudo da Escola Politécnica da USP revela que transporte rodoviário brasileiro é mais sustentável do que o europeu
Data: 16/01/2025 Link: https://transportemundial.com.br/caminhoes-brasileiros-podem-emitir-ate-35-menos-co%E2%82%82-frente-aos-europeus/ Docente Citado: Eduardo Eisenbach de Oliveira Fortes, engenheiro mecânico recém-formado pela Escola Politécnica da USP Desenvolvido por Eduardo Eisenbach de Oliveira Fortes, a pesquisa usa o programa Vehicle Energy Consumption Calculation Tool (VECTO), desenvolvido e utilizado na União Europeia para calcular o consumo de energia e as emissões ambientais de veículos pesados, para calcular o impacto e a eficiência do transporte rodoviário brasileiro. Comparando parâmetros da legislação brasileira e europeia, o estudo concluiu que o transporte rodoviário brasileiro emite 35% menos de CO2 por tonelada-quilômetro em comparação com o transporte rodoviário europeu. Para investigar essa relação, Fortes usou como base dados do VECTO e normas europeias em comparação com simulações próprias, feitas pelo mesmo programa, a partir do corredor logístico entre Campo Grande (MS) e Paranaguá (PR). Os resultados indicaram que, mesmo com uma frota envelhecida e outras dificuldades na infraestrutura rodoviária – como rotas mais longas – o Brasil segue com uma eficiência energética superior àquela calculada no continente europeu. O principal fator é a capacidade de carga permitida nos caminhões. Na União Europeia, o limite de carga é de 40 toneladas, enquanto no Brasil esse limite é de 74 toneladas. Assim, mesmo que os caminhões brasileiros consumam mais combustível, a eficiência cresce quando comparada com a capacidade de carga sendo carregada nos caminhões. Enquanto as simulações europeias mostram uma eficiência de 29 gramas de CO2 por tonelada-quilômetro, a eficiência brasileira é de 18,8 gramas de CO2 por tonelada-quilômetro. Sendo a principal matriz de transporte no país, o modelo rodoviário representa 60% de toda a logística de comércio nacional. Por ela são escoados grandes quantidades de grãos e commodities, como a soja, um dos principais produtos brasileiros. A pesquisa de Fortes revela que o transporte rodoviário brasileiro pode representar uma vantagem ambiental relevante, assim como mostra que padrões de avaliação estrangeiros não necessariamente se adaptam para outros países, sendo precisos métodos de avaliação flexíveis e considerações multifacetadas. Leia mais no artigo da Transporte Mundial.
TMC | Seca histórica coloca abastecimento de São Paulo em risco
[Imagem: publicdomainpictures] Data: 16/01/2026 Link:https://tmc.com.br/ultimas-noticias/seca-historica-coloca-abastecimento-de-sao-paulo-em-risco/ Docente citado: José Carlos Mierzwa, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da USP O Sistema Cantareira, principal responsável pelo abastecimento de São Paulo, está operando com apenas 19% da sua capacidade total, esse é o nível mais baixo registrado desde a crise hídrica de 2014 e pode gerar uma situação que afetará mais de nove milhões de moradores da Capital e Região Metropolitana. José Mierzwa, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, comenta que o mês de janeiro teve volume de precipitação abaixo do esperado e que o aumento do consumo de água é um fator preocupante: “A gente precisa estar preocupado porque 20% é um volume relativamente baixo. Isso porque vamos ter que considerar o período de estiagem, que a gente ainda vai passar. Serão praticamente seis meses com um volume de chuvas bem abaixo”. O professor salienta, também, que o racionamento do recurso é uma realidade possível e recomenda que a população utilize água de maneira responsável. Confira a entrevista completa no link.
Prefeitura de Birigui e USP firmam convênio para projeto de transição energética
[Imagem: Reprodução//Prefeitura de Birigui] Data: 13/01/2026 Link: http://www.birigui.sp.gov.br/birigui/noticias/noticias_detalhes.php?id_noticia=11012 Birigui foi um dos 34 municípios selecionados em chamada pública para firmar parceria com a Universidade de São Paulo e receber um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD). O foco do espaço será a realização e estudos de políticas públicas que apoiem a transição energética, seguindo as demandas e especificidades regionais e locais. A iniciativa terá recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e o aporte monetário é estimado em quase 10 milhões de reais. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Birigui, Carlos Farias, comenta como a parceria é benéfica para o local: “cria bases técnicas para apoiar decisões do poder público, fortalecer políticas locais e preparar o município para os desafios da transição energética, com foco em inovação e desenvolvimento sustentável”. A Escola Politécnica (Poli) da USP será responsável por fazer o acompanhamento técnico do desenvolvimento das ações e atividades do projeto.
Professor e coordenador da criação do curso de Engenharia Nuclear da Poli-USP, Claudio Schön, explicita a importância da geração de energia nuclear no País
[Imagem: Flickr] Data: 12/01/2026 Link:https://jornalggn.com.br/artigos/energia-nuclear-e-necessaria-por-claudio-geraldo-schon/ Docente citado: Cláudio Geraldo Schön, professor do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais (PMT) da Escola Politécnica da USP. Resumo: O professor Cláudio Geraldo Schön, da Escola Politécnica da USP, disserta sobre um artigo, publicado no Jornal GGN, que utilizava de estratégias de omissão para atacar a produção nacional de energia por fontes nucleares. Schön tratou de trazer os fatos, com dados e planos advindos da Organização das Nações Unidas (ONU), para mostrar como essa forma de gerar energia é uma grande aliada da natureza. O professor comenta, também, sobre o Plano Nacional de Energia 2050, a contribuição de fontes renováveis na emissão de dióxido de carbono na atmosfera e a relação entre o uso pacífico e militar de energia nuclear, sendo o Brasil um assíduo signatário do Tratado de Não Proliferação de Armamentos Nucleares (TNP).
Jornal da USP | Por não conseguir competir no grande mercado, biodiesel de babaçu é melhor para comunidades locais
[Imagem: Wikimedia Commons] Data: 14/01/2026 Link:https://jornal.usp.br/radio-usp/biodiesel-de-babacu-melhor-para-mercados-locais-por-nao-conseguir-competir-no-grande-mercado/ Docente citado: Luís Alberto Folegatti Romero, professor do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica (Poli) da USP. O babaçu, fruta típica da região norte e nordeste do país advinda da palmeira, é uma das fontes possíveis na produção de Biodiesel, produzido pelas quebradeiras, povo tradicional que vive do extrativismo desse recurso. Luís Alberto Folegatti, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP comenta que as propriedades da fruta são um ponto positivo para a potencialidade e qualidade do produto final: “O óleo apresenta um alto teor lipídico e composição favorável e confere ao biodiesel uma boa qualidade, um elevado número de cetano e combustão eficiente”. O professor ainda salienta a forma na qual este biocombustível pode ser estratégico para o país, que busca ações para descarbonizar sua matriz energética. Entretanto, pontua-se algumas barreiras para o inteiro sucesso dessa produção, como o caráter manual da extração e manejo, que eleva o custo da matéria-prima, a logística e a competição econômica para o uso da fruta. “economicamente, ele é menos competitivo quando comparado a matérias-primas de grande escala, como soja ou sebo bovino. Além disso, seu custo elevado e a dificuldade de produção em volumes industriais também são entraves significativos”, acrescenta Folegatti. Ainda que existam diversos entraves, o recurso é de extrema importância para as comunidades locais e auxilia no desenvolvimento sustentável, na valorização comunitária e na renda local.
Centro de Estatística Aplicada do IME abre submissão de projetos para análise estatística
[Imagem: Pexels] O Centro de Estatística Aplicada (CEA) do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IME) da USP está com as inscrições abertas de projetos, referentes ao primeiro semestre de 2026, para análise estatística. O prazo de submissão é até o dia 9 de fevereiro e a triagem será realizada entre os dias 2 e 19 de fevereiro. Os estudantes de pós-graduação, doutorandos e pesquisadores, tanto internos quanto externos à instituição, interessados em participar devem preencher sua ficha e realizar o pagamento da taxa, disponível no site do Instituto.
Cooperação entre Escola Politécnica e Petrobrás abre vagas em projeto de pesquisa na Área de Robótica Submarina
O Laboratório de Veículos Não Tripulados (LVNT), do departamento de Engenharia Mecatrônica e Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da USP, procura profissionais das áreas abaixo para integrar sua equipe na investigação e no desenvolvimento de um sistema robótico para inspeção de estruturas submersas aplicadas à exploração de óleo e gás. 1) Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas – 1 Vaga Desenvolvimento do site; Ensaio com robôs de campo; Dedicação: 40h/semanais, Presencial. 2) Engenheiro Eletrônico, de Computação ou Mecatrônico – 2 vagas Desenvolvimento de hardware eletrônico embarcado; Desenvolvimento de firmware de robôs de campo; Dedicação: 40h/semanais, Presencial. 3) Engenheiro Mecatrônico – 1 Vaga Análise e ensaios de sistemas mecânicos; Sistemas de controle voltados ao desenvolvimento de robôs de campo; Dedicação: 40h/semanais; Presencial. Os interessados devem entrar em contato com o coordenador do projeto, Ettore de Barros, pelo email eabarros@usp.br.
Coral da USP abre inscrições para seus grupos de atividade no primeiro semestre de 2026
O CORALUSP está com inscrições abertas, entre os dias 19 de janeiro e 31 de março, para seus diversos grupos. Para participar não é necessário experiência prévia, e o espaço é uma oportunidade para aprender música de forma gratuita. Inscreva-se em: https://forms.gle/orHkvArtLYnKjXZ76
