Estudantes da USP propõem melhorias em acessibilidade nas urnas eletrônicas 18 março 2026 13:07 Autor No dia 4 de março, estudantes do curso de Design da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU) da USP participaram da cerimônia de premiação da “Competição de Design de Acessibilidade do Terminal do Eleitor”. O concurso propôs que eles redesenhassem a interface do terminal do eleitor da urna eletrônica buscando incluir teclados alternativos para serem usados por pessoas que não conseguem usar o teclado físico da urna. É o caso de pessoas tetraplégicas, amputadas entre outros. A Competição é resultado de uma parceria entre a coordenação do curso de Design da FAU e professores da Escola Politécnica (Poli) da USP ligados ao projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação denominado “Eleições do Futuro”. Esse projeto, iniciado no ano de 2021, é fruto de cooperação entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Universidade, tendo como ponto focal o Laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (LARC) da USP. A professora Lucia Filgueiras, que atua há muitos anos em pesquisa na área de Interação Humano-Computador e Experiência de Usuário junto à Poli, explica que a pesquisa realizada no Eleiçoes do Futuro propôs o uso de teclado de varredura e de teclado virtual, acionados por tecnologia assistiva, como alternativa ao teclado físico e que o desafio aos estudantes era inserir esses novos elementos no design da interação da urna e, ao mesmo tempo, preservar as demais iniciativas de acessibilidade já consolidadas pelo TSE. “As equipes trabalharam com restrições reais – técnicas, ergonômicas e operacionais – de um equipamento público crítico, e o resultado superou de longe as expectativas”. A competição foi alinhada com a disciplina de graduação Design para Ambientes Digitais: Informação, Interface, Interação, Ação e Colaboração, optativa do curso de Design da FAU, ministrada pelo professor Leandro Velloso. Ao longo da disciplina os alunos realizaram pesquisas sobre acessibilidade, analisaram os fluxos de interação com a urna, geraram diversas alternativas e construíram protótipos. Com isso se aprofundaram no aprendizado do design de interação, explorando princípios como feedback, affordance, mapeamento e eficiência. O resultado dos projetos foi não apenas o redesenho das informações da urna para acomodar a exibição dos teclados alternativos, mas também adequando aspectos de design da informação, como tipografia e hierarquia, além das melhorias de interação e usabilidade. O resultado foi bastante proveitoso, com a participação de 30 alunos em 12 equipes, com muitas propostas de teclados não convencionais e também várias ideias para a melhoria da apresentação das informações da urna. A avaliação pelo corpo técnico do próprio TSE também foi positiva, indicando o potencial aproveitamento de alguns aspectos propostos no sistema de votação oficial. Disciplina extensionista – A atividade está ligada a uma “disciplina extensionista”, ou seja, a qual envolve “um processo interdisciplinar educativo, cultural, científico e político que promove a interação transformadora entre a Universidade e outros setores da sociedade”. [Leia mais] A curricularização da extensão universitária é um processo que teve impulsionamento recente após ser regulamentada pela Resolução CES/CNE nº 7, de 18 de dezembro de 2018, que estabelece as diretrizes para a extensão na educação superior Brasileira. Essas disciplinas são o processo por meio do qual as atividades de extensão universitária, voltadas à promoção da interlocução dos estudantes com a sociedade, são inseridas no projeto político pedagógico de um curso de graduação de forma integrada com o ensino e a pesquisa.
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Poli Dance, grupo de danças da Poli, divulga cronograma semestral de aulas
[Imagem: Divulgação/PoliDance] A Poli Dance — organização estudantil que promove aulas de dança na Poli — divulgou o cronograma semestral de aulas. De terça a quarta serão ministradas aulas de sertanejo, zouk, forró universitário, dança de salão e forró roots. As aulas são abertas para estudantes da USP e para a comunidade externa, é cobrada apenas uma taxa de 30 reais para o público externo e todas as aulas oferecidas são para iniciantes. As aulas serão retomadas no dia 17 de março (terça), no laboratório dramático, localizado no prédio do Biênio, próximo ao Grêmio Estudantil. Para participar basta comparecer às aulas, não é necessária inscrição prévia. Acompanhe outras atualizações no instagram @dancepoli.
Evento reúne pesquisadoras de diferentes instituições para apresentar estudos e compartilhar experiências sobre adaptação e sustentabilidade
O Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA), órgão da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), realiza no dia 19 de março a segunda edição do Simpósio Mulheres na Ciência, encontro que integra a agenda científica do Estado de São Paulo e reforça o protagonismo feminino na produção de conhecimento e na formulação de soluções para os desafios ambientais e urbanos contemporâneos. A iniciativa conta com apoio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas (SCEIC) e reúne contribuições técnicas e acadêmicas de diferentes instituições públicas, como a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) — por meio da Universidade de São Paulo (USP) —, a Cetesb, vinculada à Semil, e o projeto Biota Síntese, do Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA-USP). A programação reúne pesquisadoras de diferentes instituições públicas indicadas por seus órgãos de origem e marca as celebrações do Dia Internacional das Mulheres e do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. Mais do que uma homenagem, o simpósio se consolida como espaço de troca científica, reflexão e articulação entre pesquisa e políticas públicas. Nesta edição, o evento terá como tema “Resiliência Urbana”, assunto central para o planejamento das cidades e para a adaptação às mudanças climáticas. A programação mantém o formato que marcou o sucesso da primeira edição: apresentações técnicas seguidas de roda de conversa, promovendo diálogo entre especialistas e ampliando o debate sobre inovação, sustentabilidade e caminhos para tornar os territórios mais preparados para eventos extremos e pressões ambientais. A abertura será conduzida pela secretária da Semil, Natália Resende, que destaca o papel estruturante da ciência para o desenvolvimento paulista. “Fortalecer a pesquisa científica é fortalecer a capacidade do Estado de planejar o futuro com responsabilidade. Estamos modernizando carreiras, realizando concursos e reestruturando órgãos estratégicos para garantir que a ciência pública paulista seja cada vez mais valorizada, eficiente e conectada às demandas da sociedade.” Na sequência, o público conhecerá as áreas de atuação das pesquisadoras convidadas e os projetos que vêm contribuindo para ampliar o conhecimento sobre recursos hídricos, planejamento urbano e sustentabilidade. As apresentações abrem caminho para uma roda de conversa mediada pela jornalista Giselle Garcia, que promete ampliar o debate, aproximar diferentes áreas do conhecimento e conectar ciência, gestão pública e sociedade em torno de um desafio comum: como transformar pesquisa em soluções concretas para cidades mais resilientes. Confira a programação:* 13h30 | Welcome coffee 14h00 | Abertura oficial Como a pesquisa auxilia na composição de políticas públicas dentro da resiliência urbana Natália Resende, secretária de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo 14h30 | Anatomia e Identificação de Madeira Sandra Monteiros Borges Florsheim, pesquisadora e coordenadora técnico-científica do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) 14h40 | Estrutura e Diversidade da Vegetação Maria Teresa Zugliani Toniato Botura, pesquisadora e chefe do Departamento de Restauração Ecológica e Recuperação de Áreas Degradadas do IPA 14h50 | Artesanais SP Iniciativa que envolve a criação de rotas do queijo, vinho e cachaça, premiações de qualidade e capacitação de produtores rurais. Adriana Verdi, pesquisadora e vice-diretora da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios da Apta 15h00 | Engenharia de Transportes e Infraestrutura Desenvolvimento de pesquisas que dialogam com políticas públicas de resiliência e sustentabilidade em infraestrutura de transportes Profa. Dra. Liedi Légi Bariani Bernucci, vice-reitora da Universidade de São Paulo (USP) 15h10 | Engenharia Ambiental e Planejamento Ambiental Pesquisas que contribuem com evidências científicas para a qualificação do debate sobre políticas públicas urbanas, com foco em cidades sustentáveis e resilientes Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo, professora associada do Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) 15h20 | A Pesquisa Aplicada nos Laboratórios de Análises Ambientais como Suporte à Gestão Ambiental Maria Inês Zanoli Sato, gerente do Departamento de Análises Ambientais da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) 15h30 | Adaptação das cidades às mudanças climáticas e soluções baseadas na natureza Luciana Schwandner Ferreira, pós-doutoranda do Projeto Biota Síntese, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP) 15h40 | Roda de conversa Moderação: Giselle Garcia, gerente de Comunicação da Semil 16h00 | Participação dos convidados Perguntas direcionadas às pesquisadoras 17h00 | Encerramento *programação sujeita a alterações Serviço: 2ª edição do Simpósio Mulheres na Ciência Data: 19/03 Horário: das 13h30 às 17h Local Estação Motiva Cultural Acesso 1: Rua Mauá, 51 – Bom Retiro, São Paulo (SP) Acesso 2: Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos, São Paulo (SP) Estacionamento: terceirizado Entrada: livre
USP recebe encontro internacional do projeto AMARU sobre Learning Factories na América Latina
No dia 10 de março, o InovaUSP, no campus da USP em São Paulo, sediou o encontro internacional do projeto AMARU – Latin American Learning Factory Network for Smart and Sustainable Engineering Education, reunindo representantes de universidades parceiras da América Latina e da Europa. A iniciativa no Brasil é coordenada pelo professor Eduardo Zancul, fundador da Fábrica do Futuro 4.0 da USP. A Fábrica do Futuro é um ambiente de manufatura próximo do real para ensino, pesquisa e demonstração de conceitos e tecnologias de Indústria 4.0. O laboratório viabiliza a capacitação profissional, o desenvolvimento de provas de conceito e a disseminação de novas tecnologias. O encontro teve como objetivo reunir mais de 20 representantes de universidades parceiras de diferentes países, além da participação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), também integrante brasileira da rede. Durante o evento, foram discutidas estratégias para a implantação e o desenvolvimento das Learning Factories na região. A programação incluiu ainda uma visita técnica à Fábrica do Futuro da USP, onde foram apresentadas diversas iniciativas e projetos desenvolvidos no laboratório. As atividades foram demonstradas por estudantes brasileiros e estrangeiros, proporcionando aos participantes uma visão prática das aplicações e pesquisas em andamento. Ao final do encontro, o grupo de professores seguiu para a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde ocorreu o segundo dia de apresentações e atividades do evento.
Estadão | USP terá novo curso de Engenharia, com foco em chips e Inteligência Artificial
[Imagem: Reprodução/Pixabay] Data: 12/03/2026 Link: https://www.estadao.com.br/educacao/usp-tera-novo-curso-de-engenharia-saiba-como-sera/?srsltid=AfmBOopJuFMSwApEB7u7aqp8bfNurBOhHWQKHklAN33UtaMhzS17oMyS Docente mencionado: Gustavo Rehder, coordenador do novo curso de Engenharia Eletrônica e Sistemas Computacionais Gustavo Rehder é professor associado do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos, é o novo e primeiro coordenador do curso de Engenharia Eletrônica e Sistemas Computacionais da Universidade de São Paulo. O curso, que oficialmente se inicia no ano que vem, expande o limiar do conhecimento na tecnologia, abordando novas frentes de inovação como a integração da Inteligência Artificial, a tecnologia dos semicondutores e a criação de sistemas inteligentes. Segundo Rehder, o mercado exige, atualmente, um profissional mais especializado, capaz de inovar e de achar soluções para problemas complexos. “Nosso objetivo é preparar os alunos para as tecnologias de fronteira, sistemas inteligentes com IA embarcada, projetos de chips semicondutores para IA e para o futuro 6G, entre outras”, explicou o coordenador do novo curso. “Se não formarmos engenheiros com essa visão estratégica e inovadora, eles correm o risco de perder espaço para a própria automação da IA.” Leia mais na reportagem do Estadão, disponível pelo link acima.
Estadão | O trânsito piorou em São Paulo: entenda por que isso está acontecendo
[Imagem: Divulgação/Prefeitura de S. Paulo] Data: 13/03/2026 Link: https://www.estadao.com.br/sao-paulo/transito-em-sao-paulo-esta-pior-neste-ano-numeros-surpreendem/?srsltid=AfmBOoq2NeV_NeA9yOfWcKSZy2WRpBAGNpB8rABFo7YOgsYz-0rznWeQ Menciona: Professor associado Claudio Barbieri, do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica O trânsito de São Paulo é um problema crônico da cidade, ao menos é o que defende o professor Claudio Barbieri, do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Politécnica (Poli) da USP. Para o professor, não há solução fácil para um problema crônica, o remédio deve ser gradual e constante, melhorando a cidade e a mobilidade urbana aos poucos, com medidas experimentais e menos drásticas. Para Barbieri, uma possível solução é o “pedágio urbano”, em que os motoristas teriam que pagar uma taxa para conseguir transitar na cidade. Esse experimento está sendo feito em Nova York, desde janeiro de 2025, e o resultado foi uma redução em 25% dos atrasos devido ao trânsito. No entanto, essas medidas são impopulares para boa parte da população, que vê a taxação com maus olhos. Como explica o professor, muitas vezes decisões como construir mais faixas nas pistas são preferíveis pelos gestores, pois apresenta soluções imediatas, embora não funcionem a longo prazo. Para ler mais sobre o trânsito na cidade de São Paulo e as ideias do professor Claudio Barbieri, acesse o artigo do Estadão, disponível pelo link acima.
Folha de S. Paulo | Porque o filtro de barro brasileiro é tão bom?
[Imagem: Reprodução/Gov.br] Data: 12/03/2026 Link: https://www1.folha.uol.com.br/tv/2026/03/por-que-o-filtro-de-barro-brasileiro-faz-tanto-sucesso.shtml Docente citado: José Carlos Mierzwa, professor titular do Departamento de Engenharia HIdráulica e Ambiental da Escola Politécnica Em entrevista à DW Brasil, o professor José Carlos Mierzwa revelou o segredo que torna o filtro de barro brasileiro um dos melhores filtros do mundo: a sua vela. Feita de um material poroso porém extremamente sólido, a vela do filtro de barro retém grande parte das bactérias e protozoários que possam estar presentes na água. O material do filtro ainda permite que a água esteja sempre abaixo da temperatura ambiente e que o filtro e a vela sejam confeccionados por valores abaixos do mercado e sejam acessíveis para populações carentes e remotas, sem acesso à um saneamento básico de qualidade. Leia mais na matéria veiculada pela Folha de S. Paulo no link acima.
Jornal da USP | Grupo de extensão da USP investiga qualidade da areia comercializada na cidade de São Paulo
[Imagem: Reprodução/Youtube/Areia Viva] Data: 13/03/2026 Link: https://jornal.usp.br/universidade/grupo-de-extensao-da-usp-investiga-qualidade-da-areia-comercializada-na-cidade-de-sao-paulo/ Mencionados: Projeto extensionista Areia Viva e professores Maurício Bergman, Carina Ulsen, André da Silva, Douglas Gouvêa e Luis Fernando Ramadon O projeto extensionista Areia Viva é conduzido pelos professores Maurício Bergman, Carina Ulsen, André da Silva e Douglas Gouvêa da Escola Politécnica (Poli), assim como pela professora Maria de Lourdes da Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design (FAU). O objetivo do projeto é entender a origem e a qualidade da areia usada comercialmente no Estado de São Paulo, entendendo quais são os riscos e deficiências que a qualidade do material pode acarretar no projeto final. A areia é o segundo recurso natural mais consumido no mundo, atrás apenas da água. E a sua utilização é vital para a construção civil, sendo elemento presente em boa parte das misturas utilizadas em construções de pequeno a grande porte. Ainda assim, o setor de extração e comercialização desse recurso é pouco fiscalizado. Expressão dessa falta de regulamentação é a origem das areias, que, de acordo com pesquisa do Prof. Luis Fernando Ramadon, do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica, é 60% proveniente de extrações ilegais. Para conhecer mais sobre o projeto, acesse o artigo do Jornal da USP, disponível pelo link acima.
Instituto de Psicologia convida comunidade politécnica a participar de pesquisa sobre saúde mental
[Imagem: Divulgação/Instituto de Psicologia] A pesquisa “Investigação de saúde mental em adultos”, conduzida pela professora Anthonieta Looman Mafra, do Instituto de Psicologia (IP) da USP, busca investigar os efeitos das intervenções de baixo custo — como rodas de conversa, grupos de apoio e escrita expressiva — na saúde mental de adultos que pertencem às minorias sexuais. Para apoiar a pesquisa em andamento, a professora e seus associados convidam a comunidade da Escola Politécnica a responderem a pesquisa anônima e optar, ao final do formulário, se deseja participar e conhecer mais sobre a escrita expressiva e grupos de apoio. A pesquisa pode ser respondida por qualquer pessoa e pode ser feita por meio deste formulário.
