A Associação Nacional das Empresas de Engenharia de Consultoria em Infraestrutura, Transporte e Meio Ambiente (ANETRAMS) promoveu o curso “Manutenção e Reabilitação de Obras de Arte Foto: Comunicação ANETRANS Especiais (OAEs)”, com conteúdo programático formulado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e por professores da Escola Politécnica (Poli) da USP. “A capacitação é fruto de uma iniciativa conjunta das Diretorias de Infraestrutura Rodoviária (DIR) e de Pesquisa e Planejamento (DPP), por meio do Instituto de Pesquisas em Transportes (IPR) do DNIT, em parceria com a ANETRAMS e com a Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (ANEOR)”. Em publicação na Revista Rodovias & Infra, a ANETRAMS destacou o professor Miguel Angel Buelta Martínez, titular da Escola Politécnica desde 1996, um dos principais articuladores da formação. “Defensor da aproximação entre universidade, mercado e setor público, o professor ressalta que essa integração é essencial para o avanço técnico da engenharia. “A Escola Politécnica tem um extenso histórico de cooperação. Na minha área, isso começou ainda na década de 70, com pesquisas para a Marinha do Brasil, e evoluiu significativamente a partir dos anos 80 com a Petrobras e seus fornecedores. O mais importante sempre foi a construção de confiança mútua”, afirma. Ele destaca que hoje dezenas de empresas públicas e privadas reconhecem o retorno técnico e financeiro do investimento em pesquisa e desenvolvimento em parceria com a universidade. Sobre a concepção do curso de Manutenção e Reabilitação de OAEs, o professor explica que a demanda partiu do DNIT, em conjunto com a ANETRAMS e a ANEOR. “Contatamos professores e profissionais reconhecidos entre os melhores da área e pedimos que se incorporassem a este treinamento. São docentes que aliaram, ao longo de anos, a atividade acadêmica à experiência profissional”, explica. O corpo docente reuniu nomes como Paulo Roberto do Lago Helene, Enio José Pazini Figueiredo, Tulio Nogueira Bittencourt, Daniel Mariani Guirardi, Pedro Afonso de Oliveira Almeida e Diôgo Silva de Oliveira. Com carga horária de 40 horas, distribuídas em cinco dias, o curso abordou temas estratégicos como patologia das estruturas, inspeções cadastral, rotineira, especial, extraordinária e subaquática, soluções de manutenção, reforço e reabilitação, instrumentação e monitoramento, provas de carga e avaliação da capacidade resistente de pontes e viadutos. As edições foram realizadas em três polos regionais ̶ Brasília (Centro-Norte-Nordeste), Recife (Nordeste) e São Paulo (Sul) ̶ ampliando o alcance nacional da capacitação. A excelente avaliação por parte dos participantes reforça a intenção das instituições envolvidas de repetir e expandir a iniciativa nos próximos anos. Para o professor Buelta, “há necessidade permanente de manter essa relação estreita entre academia, mercado e engenharia consultiva, para aplicar inovações, melhores técnicas e métodos de forma mais ágil, eficiente e com melhores resultados”. Uma visão compartilhada pela ANETRAMS, que segue investindo na qualificação de seus associados como vetor essencial para o progresso econômico e social do País”. Confira aqui a publicação. Outras informações na página da ANETRANS.
Arquivo mensais:fevereiro 2026
IA no serviço público: Funcionários da Poli-USP participam de capacitação em ferramentas de inteligência artificial
IA no serviço público: Funcionários da Poli-USP participam de capacitação em ferramentas de inteligência artificial Nos dias 2 e 3 fevereiro, servidores técnico-administrativos da Escola Politécnica (Poli) da USP participaram de um curso sobre ferramentas de Inteligência Artificial oferecido pelo Centro de Inteligência Artificial e Aprendizado de Máquina (CIAAM). O curso foi concebido a partir de discussões conduzidas a partir de agosto de 2025 entre a então diretoria da Poli, os professores Reinaldo Giudici e Silvio Nabeta, e a coordenação do CIAAM. Fabio Cozman, professor da Poli e coordenador do Centro, conta que foram investigadas necessidades de servidores e recursos hoje já disponíveis na Universidade de São Paulo. O curso foi então montado por Jairo Carlos Filho, do CIAAM, em parceria com a professora Anarosa Brandão da Poli, e Felipe Neves, que lidera atividades de IA e educação na Google, significativa fornecedora de soluções de IA na USP. “Temos visto muito interesse em ferramentas com Inteligência Artificial por parte de servidores técnico-administrativos, que desejam construir auxiliares automatizados para tarefas do dia a dia. Esse curso oferece subsídios iniciais para tanto, permitindo que ideias sejam testadas para futura implantação.”Esta capacitação buscou oferecer aos funcionários conhecimento sobre Inteligência Artificial generativa para otimizar fluxos de trabalho, automatizar processos burocráticos e qualificar o atendimento às demandas da comunidade acadêmica.As sessões do curso foram realizadas em duas manhãs. A primeira focada em informações gerais sobre IA e ferramentas, e a segunda focada na construção de assistentes para suporte a tarefas administrativas. Além de servidores da Poli, também participaram da reitoria e do IME, e todos demonstraram muito interesse nas ferramentas e no processo de treinamento.Mariana Caires Nunes, chefe do Serviço de Relações Internacionais da Poli e formada em administração, recomenda o curso e relata que “trouxe muitas ideias de como usar, de forma assertiva, a IA para agilizar nossas atividades administrativas. O ministrante, Felipe, foi muito didático e mostrou exemplos do nosso dia a dia. Saindo do curso já utilizei ferramentas em algumas atividades e fiquei bem contente com o resultado”. A chefe da Divisão Financeira da Poli, Vanessa David de Aguiar, destaca que o curso era esperado para ajudar nas rotinas da área e desenvolver mecanismos para ajudar os usuários. “O curso ensinou sobre várias inteligências do Google, com destaque para a elaboração de assistentes de IA. Estou fazendo alguns pilotos para ajudar na elaboração e análise de demanda de compras para uso dos solicitantes para simplificar a atividade. Além disso, já faço uso de outros modelos com o gemini e notebook LM, muito úteis nas atividades da divisão financeira”.
Movimenta USP: Projeto da EEFE voltado aos servidores do campus Butantã oferece orientação gratuita para atividade física
Já estão abertas as inscrições para o Projeto Movimenta USP, iniciativa gratuita de promoção de atividade física e saúde voltada a servidores do campus Capital – Butantã que desejam se movimentar mais no dia a dia com acompanhamento na mudança de comportamento que fazem pouca ou nenhuma atividade física atualmente. O projeto oferece: Orientação segura de atividade física, de acordo com seu condicionamento e estado de saúde Acompanhamento com pesquisadores especialistas em mudança de comportamento (EEFE-USP) Uso de pulseira inteligente durante a participação Acesso a vagas exclusivas nos cursos do CEPEUSP Participação gratuita e voluntária Trata-se de uma pesquisa de doutorado sob responsabilidade do Prof. MSc. Bruno Modesto da EEFE-USP, aprovada pelo Comitê de Ética da EEFE-USP, contribuindo para a saúde dos participantes e para a ciência da Universidade. Inscreva-se em: www.movimentausp.com.br Obs: As vagas são limitadas. Caso conheça outros servidores interessados, fique à vontade para compartilhar.
Estudo avalia os efeitos da Faixa Azul na segurança viária de motociclistas
A “Faixa Azul” é uma faixa de rolamento dedicada a motocicletas em vias de alta circulação, criada em 2022 como projeto-piloto pela Prefeitura de São Paulo, que hoje integra a política de segurança viária do município em caráter experimental. O estudo “Impacto da Faixa Azul na Segurança Viária”, publicado em janeiro de 2026, analisou os sinistros, velocidade e percepções de motociclistas em São Paulo. Foi desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal do Ceará (UFC), Instituto Cordial, Vital Strategies e G-Drones. Confira na íntegra aqui. “Entre as principais descobertas, destaca-se o aumento, em média, de sinistros fatais nas ocorrências em cruzamentos com envolvimento de motociclistas, da ordem de 100%–120%. Nas ocorrências de forma geral, não se verificaram reduções estatisticamente significativas. Na percepção dos motociclistas, a Faixa Azul confere maior senso de pertencimento e previsibilidade no tráfego, o que estimula, por outro lado, comportamentos de risco no trânsito”. Confira a repercussão abaixo: G1/SP1: Risco de morte de motociclistas em cruzamentos com Faixa Azul é mais que o dobro em SP, aponta estudo Metrópolis: https://www.metropoles.com/sao-paulo/estudo-mostra-que-faixa-azul-incentiva-abuso-de-velocidade-com-motos Globo: https://oglobo.globo.com/brasil/noticia/2026/01/30/excesso-de-velocidade-pode-aumentar-em-100percent-risco-de-morte-de-motociclistas-em-cruzamentos-com-faixa-azul-diz-estudo.ghtml Folha: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2026/01/velocidade-media-de-motos-na-faixa-azul-de-sp-e-de-722-kmh-acima-do-limite-aponta-estudo.shtml Correio Brasiliense: https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2026/01/amp/7344192-faixa-azul-em-sp-gera-aumento-de-238-na-velocidade-media-das-motos-aponta-estudo.html Diário do Nordeste: https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ceara/faixa-azul-para-motos-pode-dobrar-mortes-no-transito-aponta-estudo-da-ufc-e-da-usp-1.3738432
Transmissão ao vivo – Congregação da Escola Politécnica da USP – 5 de fevereiro de 2026
Ingressantes 2026 – Aproveitamento de Estudos
Ingressantes que tenham curso superior completo ou incompleto poderão solicitar, junto ao serviço de graduação o aproveitamento desses estudos. Para isso, deverão apresentar a documentação correspondente da escola de origem: • Histórico escolar completo, contendo notas, unidades de crédito e as respectivas cargas horárias das disciplinas cursadas; • Programas detalhados das disciplinas cursadas, devidamente autenticados pela instituição de ensino superior de origem. Programas de disciplinas cursadas na própria USP não precisam ser autenticados. A decisão final sobre aproveitamento de estudos numa disciplina é da competência exclusiva das comissões de graduação das unidades da USP responsáveis pelas disciplinas, após manifestação dos respectivos departamentos. A solicitação deve ser feita através deste formulário, até 22 de fevereiro de 2026. O acesso do formulário deve ser feito através da conta @usp. IMPORTANTE: Deve ser enviado um forms para cada disciplina que deseja aproveitar.
Veja | Vale volta ao cenário mundial da mineração e reestruturação das práticas foi um fator fundamental, afirma professor da Poli-USP
[Imagem: Flickr] Data: 02/02/2026 Link:https://veja.abril.com.br/economia/a-longa-travessia-da-vale-de-volta-a-disputa-pelo-topo-da-mineracao-mundial/ Docente citado: Giorgio de Tomi, professor do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo (PMI) da Escola Politécnica (Poli) da USP. Após ter sua alcunha trocada de “potência na mineração mundial” para “símbolo de desastre e falhas” com as tragédias de Brumadinho e Mariana, a Vale S.A volta ao ranking mundial do seu principal produto. Para isso, foi necessário se reestruturar para ser competitiva novamente. O presidente da Companhia, Gustavo Pimenta, comenta que os acidentes ocorridos na empresa são levados até os dias de hoje como parte de sua história. “Essas tragédias não são uma página virada […] elas seguem sendo um elemento permanente de aprendizado e transformação”. Para a mudança, a Vale escolheu mudar seu modo de operar, seguindo uma estrutura mais rígida e sem espaços para improvisos. Giorgio de Tomi, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP, comenta que o problema dos acidentes foi institucional e foi necessário uma resposta para as consequências geradas. “A resposta a essas falhas desencadeou uma transformação profunda: hoje os processos são muito mais controlados, com padrões elevados e alinhamento às melhores práticas internacionais”.
Jornal da USP | “Abraham Moles: Chronos e Kairós” artigo por José Roberto Piqueira, professor da Poli-USP
[Foto: Marcos Santos/USP Imagens] Confira na íntegra o artigo “Abraham Moles: Chronos e Kairós”, publicado no Jornal da USP por José Roberto Castilho Piqueira, Professor Titular e ex-Diretor da Escola Politécnica (Poli) da USP, membro do Conselho Superior do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e membro efetivo da Academia Nacional de Engenharia. Link para o artigo: Jornal da USP
O envelhecimento da frota veicular brasileira: um retrato incômodo da economia que patina
[Imagem: Divulgação/Gazeta Mercantil] Data: 28/01/2026 Link:https://www.gazetamercantil.digital/o-envelhecimento-da-frota-veicular-brasileira-um-retrato-incomodo-da-economia-que-patina/ Docente Mencionado: Prof. Dr. Marcelo Alves, membro titular do Departamento de Engenharia Mecânica e Coordenador do Centro de Engenharia Automotiva Resumo: Desde 2013 a frota de veículos de passeio no Brasil vêm envelhecendo. Após atingir um ápice de vendas em 2012, com um total de 3,8 milhões de unidades vendidas, a indústria enfrentou uma crise nacional, com alta na taxa de desemprego, inflação em ascensão e crédito encarecido. Embora a situação esteja se revertendo, com a renda média real das famílias brasileiras tendo crescido 25% entre 2021 e 2024, o cenário de produção e venda de veículos populares permanece desanimador. Segundo levantamento do Sindipeças, a idade média de um veículo de passeio no Brasil registra 10 anos e 11 meses em 2024. A tendência é que esse número cresça nos próximos anos, tornando o Brasil um dos parques automotores mais velhos da América Latina. Ainda assim, o país possui enorme potencial para uma renovação na sua indústria automotiva, com parques industriais e alta capacidade produtiva. O problema está na economia estagnada, que há mais de uma década é incapaz de sustentar um ritmo de crescimento. Leia mais no artigo do professor da Escola Politécnica da USP, Marcelo Alves, na Gazeta Mercantil. [Imagem: Acervo Pessoal/Marcelo Alves]
Jornal da USP | Cidades estão perdendo a oportunidade de adotar soluções baseadas na natureza
[Imagem: USP Imagens] Data: 30/01/2026 Link: https://jornal.usp.br/radio-usp/cidades-estao-perdendo-a-oportunidade-de-adotar-solucoes-baseadas-na-natureza/ Docente entrevistada: Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo, professora da Escola Politécnica e supervisora no Centro de Síntese Cidades Globais do Instituto de Pesquisas Avançadas da USP. Resumo: Segundo a professora Amarilis Lucia Casteli Figueiredo Gallardo, a chamada infraestrutura verde e azul refere-se a elementos naturais (como parques, gramados, florestas, rios e lagos) que devem ser levados em consideração em planejamentos de gestão de cidades. No atual contexto das mudanças climáticas, a infraestrutura verde e azul ganha destaque na elaboração de soluções ambientalmente sustentáveis para problemas urbanos, como inundações, ilhas de calor e crises hídricas.
