PPGEP promove primeira edição da série “Diálogos PPGEP” sobre a Aplicação de IA na Pesquisa

No dia 08 de abril, será realizado o primeiro evento da série “Diálogos PPGEP”, com o tema “Aplicação de IA na pesquisa: como, por que e quando usar”. O encontro contará com a participação do Prof. Dr. Luiz Fernando Cardoso dos Santos Durão, docente do Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP. A série Diálogos PPGEP promove encontros mensais com especialistas para discutir temas essenciais da pesquisa científica, como submissão de artigos, uso de ferramentas tecnológicas e boas práticas acadêmicas. Local: Sala D2-14 do PRO Horário: 13h às 14h Inscrições: bit.ly/4jdqJ8n

Agência Fapesp: Cibersegurança vive fase de transição com a emergência de novas tecnologias

Data de publicação: 02/04/2025. Link: https://agencia.fapesp.br/ciberseguranca-vive-fase-de-transicao-com-a-emergencia-de-novas-tecnologias/54368 Docente: Marcos Simplício, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e coordenador do evento. Resumo: Com a expansão das ameaças cibernéticas, a proteção das infraestruturas digitais tornou-se um enorme desafio global. Neste contexto, pesquisadores brasileiros e norte-americanos reuniram-se em um workshop imersivo para debater os avanços na área de cibersegurança e prospectar colaborações científicas. O evento, “NSF-FAPESP Workshop on Cybersecurity and Privacy”, promovido pela U.S. National Science Foundation (NSF) e pela FAPESP entre 18 e 21 de março, teve como foco três áreas principais: segurança das redes; inteligência artificial e segurança; e ecossistema de informações, segurança da veracidade e origem. “A segurança das redes é um campo consolidado, mas enfrenta desafios crescentes com o aumento do volume de informações e a emergência de novas tecnologias, como redes 5G, comunicação quântica e a escalada da inteligência artificial”, informa Marcos Simplício, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e coordenador do evento.

Dia 28 de março, um dia de marcos e memória

Dia 28 de março, um dia de marcos e memória Na última sexta-feira, a Escola Politécnica (Poli) da USP diplomou quatro estudantes mortos pela Ditadura Militar. A data ainda marca o aniversário de nascimento e de morte de outros dois importantes líderes estudantis, também mortos pelos agentes do regime 3 de abril de 2025 Por Júlia Sardinha “Mataram um estudante! Podia ser seu filho!”. A notícia da morte do jovem Edson Luís – estudante assassinado em manifestação por melhores condições estudantis em março de 1968 – impactou a mãe e dona de casa, moradora do ABC paulista, Borborema Hanssen. Como bradaram os estudantes em protesto por todo o País, ela chorou como se tivesse perdido o seu próprio filho. A bala que tirou a vida do menino de 18 anos no dia 28 de março de 1968 veio da ação policial do governo militar de Costa e Silva. O choro de Borborema se prolongou no tempo, assim como as dores e os anos de chumbo se apropriaram de sua vida.  Por crueldade – ou aviso – do destino, as lágrimas pela morte do jovem secundarista se tornaram uma premonição para os próximos anos da vida da dona de casa e moradora de Mauá. Dois anos após a ida de Edson, Borborema chorou novamente. Em maio de 1970, Olavo Hanssen, seu filho, foi preso, torturado e morto pelos agentes da Ditadura Militar. Passados 55 anos, Olavo pôde ter realizado o sonho de muitos estudantes brasileiros: o de se formar no ensino superior. Sua mãe, por cobrança do tempo, não esteve presente para chorar de alegria ao saber que o filho recebeu o diploma de engenheiro pela Escola Politécnica (Poli) da USP na tarde do dia 28 de março de 2025. Mas esteve e se fez presente um terceiro membro da família Hanssen: a irmã caçula de Olavo, Alice.  Alice Hanssen tinha 22 anos quando o seu irmão foi morto. Apesar da dor da perda, ela encontrou no singelo papel que registra a graduação de seu irmão um conforto à alma e um presente à memória de sua família. “Nós estamos num momento em que precisamos defender, com unhas e dentes, a nossa democracia, que é muito frágil”, afirmou em seu discurso após receber o diploma. Imagem: Reprodução/Comunicação Poli-USP/Flickr. Ver a beleza e em gesto pequeno ter a imensidãoJuntos pela dor, familiares de Lauriberto José Reyes, Luiz Fogaça Balboni e Manoel José Nunes Mendes Abreu também estiveram presentes para receber os diplomas de seus entes amados. Unidos pelo privilégio de lembrar, gerações de politécnicos egressos e jovens militantes da Universidade se juntaram para a Diplomação da Resistência.Golpes de Estado prolongam no tempo as mortes das quais são autores os agentes da repressão. O Golpe calou vozes, naturalizou a tortura e assassinou vidas de prósperos jovens como os politécnicos homenageados. E não bastassem as emoções do momento, Regina Reyes, irmã de Lauriberto – mais conhecido como Lauri -, também prestou em suas palavras uma homenagem à vida de Honestino Guimarães.Primeiro estudante da UnB postumamente diplomado, Honestino completaria 78 anos de idade no dia da Diplomação da Resistência. A filha do líder estudantil, Juliana Guimarães, esteve presente na cerimônia da Poli e as reflexões de Regina sobre a fragilidade e a necessidade de cuidado que devemos ter para com a democracia, a liberdade e a memória brasileiras comoveram os presentes. “A memória não morrerá porque mesmo sendo uma planta resistente, [a democracia] precisa ser regada, cultivada, replantada e reconquistada a cada dia. A memória não morrerá pelo que já foi construído, mas estará sempre em disputa, a partir de interesses contrários, que a gente lembre o que se passou neste País, e o que precisa mudar nele”, declarou Regina. Sair da escuridão e do ódio que o vazio e o silêncio de uma perda podem trazer à uma família e a uma nação exigia um ato de responsabilidade e coragem que o governo brasileiro não tinha se posto a realizar para além da criação das Comissões da Verdade, em 2011. Para a senhora Maria das Graças Mendes Nunes Abreu, irmã mais velha de Manoel, o projeto Diplomação da Resistência trouxe à luz os sonhos e os ideais dos diplomados sobre um futuro de paz e justiça.Os resgates das memórias dos entes queridos foi fundamental para ressignificar padrões e laços sociopolíticos que permeiam a sociedade brasileira desde aquela época. Acompanhada da irmã Maria Fernanda Nunes Mendes Abreu e dos seus netos, Maria da Graça relembrou o passado dolorido de sua família – que veio de Portugal ao Brasil para escapar do Regime de António de Oliveira Salazar – e manifestou a sua esperança nas gerações futuras. A iniciativa da Diplomação da Resistência foi um momento pensado, construído e oferecido aos familiares dos diplomados e aos presentes para se pensar e defender a democracia e liberdade da população brasileira. Vital Fogaça Balboni, irmão de Luiz – ou Zizo, como era conhecido – lembra com carinho e saudade de seu irmão mais velho, dos momentos em que passaram juntos em São Paulo e da espontaneidade do politécnico. Como um dos idealizadores do Parque do Zizo, área florestal destinada a honrar e rememorar a vida de Luiz Fogaça Balboni, Vital mostrou a sua preocupação em manter a imagem de seu irmão viva entre aqueles que o conheceram. Mas não apenas manter a imagem do irmão viva, ele também se preocupa constantemente com o direito à liberdade, o direito da pessoa humana de ser livre.Aquietar o silêncio das dores  Roda de conversa “Memória Universitária”. Flickr Poli-USP. Apesar das perdas, do luto e da saudade, o momento de se cobrar todo o sofrimento causado pela Ditadura Militar chegou, como declamado nos versos da canção Apesar de Você, de Chico Buarque. Antes do cerimonial, a Escola Politécnica (Poli) sediou uma Roda de Conversa sobre as memórias da Ditadura Militar de forma a promover um ambiente para encontros e debates entre gerações de politécnicos e de não-politécnicos. Lembrar a barbárie do passado permite que a sociedade possa zelar para que atos hediondos como os ocorridos não se façam presentes na história vindoura. Maria Arminda do Nascimento Arruda, Vice-Reitora da USP, disse durante a cerimônia que o projeto é uma forma de defrontar aqueles que ousaram e aqueles que ousam violar os Direitos Humanos.  A não violação desses princípios tem sido defendida por personalidades da política brasileira. Em sua fala, a Pró-Reitora de Inclusão e Pertencimento da Poli, a Professora Ana Lúcia Duarte Lanna parafraseou a fala do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino: “Golpe de Estado mata. Ninguém morre no primeiro dia do Golpe de Estado, mas a morte no Golpe de Estado se prolonga no tempo, porque ela diz respeito a torturas, desaparecimentos e o assassinato de pessoas envolvidas. É uma morte lenta e hedionda”. A colocação do ministro veio durante julgamento realizado no dia 26 de março, em que a Primeira Turma do STF decidiu aceitar a denúncia contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e outros sete ex-integrantes do seu governo, sendo três generais do Exército. A decisão reforça a importância de atos de rememoração e reparação dos anos da Ditadura Militar, como o promovido pela Poli. Para o Diretor da Escola Politécnica, Reinaldo Giudici, a Diplomação repara as injustiças e honra a memória dos politécnicos que foram mortos pelos agentes do Regime. Mesmo não sendo um momento de festividade tal qual seria uma formatura no cenário sociopolítico atual, o encontro honrou as memórias e vidas de Lauriberto José Reyes, Luiz Fogaça Balboni, Manoel José Mendes Nunes Abreu e Olavo Hanssen. Acesse aqui a página especial sobre o evento e confira as fotos e vídeos.

Revista Ciência e Cultura: Professor da Poli-USP enfatiza a importância de iniciativas similares ao DataMap/Amazon, que reforcem a construção de um ambiente de ciência aberta

Imagem: Reprodução/Freepik. [Imagem: Reprodução/Freepik] Link: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=8031 Data da Publicação: 14/03/2025.  Personalidade da Poli envolvida: Pedro Luiz Pizzigatti Corrêa, professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli-USP e foi consultor em Integração de Sistemas de Informação e Base de Dados do Ministério do Meio Ambiente. Resumo: O artigo da nova edição da Ciência & Cultura discute desafios e oportunidades para a Ciência Aberta no Brasil. De modo a reutilizar e preservar os dados científicos, a Ciência dos Dados Abertos, que integra a Ciência Aberta, propõe a criação de infraestrutura computacionais que garantam maior replicabilidade e reprodutibilidade nos experimentos científicos — um padrão considerado essencial para a ciência moderna. Apesar de ser recente no país, há avanços importantes em instituições de pesquisa, especialmente na criação de repositórios de dados. Um dos exemplos é o DataMap/Amazon, que atua na preservação, curadoria e disseminação de dados coletados na Amazônia.  O projeto integra e auxilia na síntese necessária do conhecimento de uma vasta quantidade de informações coletadas por pesquisadores de diferentes instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto Nacional do Espaço (Inpe), Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dentre outras.  O DataMap/Amazon é uma iniciativa do Centro de Estudos Amazônia Sustentável (CEAS/USP) cujo objetivo é promover a produção e disseminação da ciência para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Pedro Corrêa, professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Escola Politécnica da USP, enfatiza a importância de iniciativas similares que reforcem a construção de um ambiente de ciência aberta.  Repercussão:  Confira a matéria completa na Revista Ciência e Cultura  Confira a matéria no Portal Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência 

Professor da Poli, Júlio Meneghini, palestra na “5° Conferência Estadual do Meio Ambiente: o Desafio da Transformação Ecológica”

[Imagem: Reprodução/SEMIL]Link: https://hortonews.com.br/noticia/10070/nesta-quarta-feira-12-sao-paulo-realiza-conferencia-estadual-do-meio-ambiente Data da Publicação: 14/03/2025  Personalidade da poli mencionada: Julio Meneghini é Professor Titular de Aplicações e Princípios em Engenharia Mecânica na Poli-USP.T ambém é responsável pelos cursos de pós-graduação de Disposição de Vórtices, Vibração Induzida por Fluxo, Estabilidade Hidrodinâmica e Dinâmica Molecular (Fluxo Nano e Microfluido) da Poli-USP. Resumo: A quinta edição do evento teve como tema a “Emergência Climática: o Desafio da Transformação Ecológica”. Realizado no dia 12/03 pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e logística do Estado de São Paulo (Semil), em participação com a Companhia Ambiental do Estado de São paulo (Cetesb) e a Universidade de São Paulo (USP), a abertura contou com a presença de importantes autoridades como a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.  Além disso, durante a conferência uma Palestra Master foi conduzida pelo subsecretário do Meio Ambiente, Jônatas Trindade, e pelo professor Julio Meneghini, titular da Escola Politécnica da USP e diretor científico do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa (RGCI). Repercussão:  Confira a matéria completa no Horto News

Revista Com Ciência destaca trajetória de estímulo científico de Roseli de Deus Lopes

[Imagem: Reprodução/ Marcos Santos/USP Imagens]Link: https://www.comciencia.br/mais-de-duas-decadas-estimulando-a-curiosidade-cientifica/ Data de Publicação: 12/03/2025 Personalidade da poli entrevistada: Roseli de Deus Lopes é Professora Titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EP-USP), na área de Educação em Engenharia. É a atual Diretora do Instituto de Estudos Avançados da USP e idealizadora da Febrace.  Resumo: A Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada desde 2003, tem como objetivos estimular a cultura científica, o saber investigativo, a inovação e o empreendedorismo em jovens e docentes da Educação Básica e Técnica do Brasil. Idealizada por Roseli de Deus Lopes, doutora em engenharia elétrica e livre docente da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), o evento acontecerá nos dias 24 a 28 de março no campus da USP.  Leia na íntegra a entrevista da professora na revista.  Repercussão:  Confira essa matéria completa no Com Ciência   

Jornal da USP: Centro de pesquisa da USP recebe célula de hidrogênio para estudos em descarbonização

[Foto: Cecília Bastos]Link: https://jornal.usp.br/institucional/centro-de-pesquisa-da-usp-recebe-celula-a-combustivel-para-estudos-em-descarbonizacao/ Data de publicação: 26/03/2025. Docente citado: Emílio Carlos Nelli Silva, professor do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Poli. Resumo: A USP recebeu, em evento realizado no dia 25 de março, a doação de uma célula de hidrogênio, um cilindro de armazenamento e uma membrana de célula de hidrogênio para uso em pesquisas de descarbonização desenvolvidas pelo Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI), um dos centros interdisciplinares vinculados à Reitoria da Universidade. A entrega foi feita pela empresa FTXT, subsidiária da GWM especializada em tecnologia de hidrogênio, durante uma cerimônia que contou com a participação de delegações vindas da China, incluindo representantes do governo e de empresas da província de Hebi e da cidade de Baoding, onde está localizada a sede da GWM. O grupo foi liderado pelo prefeito Dang Xiaolong. Para ele, a aproximação com a USP abre portas para colaborações produtivas na área de descarbonização: “Sabemos que a USP é a Universidade mais renomada da América Latina, e todos os indicadores demonstram a qualidade dos seus talentos em diversas áreas. Vejo grande potencial para parcerias significativas e intercâmbios em pesquisas nas áreas de medicina, energia renovável e humanidades”, comentou. Xiaolong também ressaltou que o município é reconhecido na China como uma “cidade verde”, destacando-se por inovações na transição energética. Segundo ele, a tecnologia de células a combustível, como a recebida pela USP, já é utilizada na frota de caminhões de lixo da cidade.  

Artigo Jornal da USP: “Poincaré, Bunge e Sen contra a pobreza – I” – José Roberto Castilho Piqueira

[Reprodução: Pixabay] Link: https://jornal.usp.br/articulistas/jose-roberto-castilho-piqueira/poincare-bunge-e-sen-contra-a-pobreza-i/ Docente: José Roberto Castilho Piqueira, do Departamento de Engenharia de Telecomunicações e Controle. Resumo: No artigo publicado no Jornal da USP, o professor titular e ex-diretor da da Escola Politécnica, o autor faz um paralelo temporal com modelos econômicos e matemáticos e seus respectivos impactos na sociedade. O docente inicia sua reflexão no contexto do início no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso na presidência e discorre sobre as mudanças econômicas e globais vivenciadas pela humanidade e de que modo elas interferem em métodos de resolução de problemas estruturais.  

Curso ministrado por Professor da Poli-USP em Centro Internacional de Ciências Mecânicas da Itália vira livro publicado pela Springer

  [Imagem: Reprodução/Acervo Pessoal Alexandre Kawano] Alexandre Kawano, professor do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica (Poli) da USP, ministrou e coordenou o curso “Inverse Problems for Mechanical Problems Systems: methods, simulations and experiments” no Centre for Mechanical Sciences (CISM), na Itália, uma instituição de alto reconhecimento na área da engenharia.   Juntamente com o professor Antonino Morassi, da University of Udine, na Itália, o conteúdo do curso foi transformado em um livro. Destinado a  estudantes de doutorado e pesquisadores em engenharia civil e mecânica, física matemática e matemática aplicada, o material oferece uma sólida base teórica para equipar os leitores com ferramentas matemáticas e computacionais necessárias para lidar com diversos problemas inversos.   Publicado pela Springer, “Inverse Problems for Mechanical Systems Methods, Simulations and Experiments” está disponível no link.